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CURRICULUM VITAE
1. Dados de Identificação:
Nome: Liliane Ferrari Giordani
Porto Alegre - RS
E-mail: lilikka@uol.com.br
2. Formação Acadêmica:
1. Graduação:
Educação Especial - Habilitação em Deficientes da Audiocomunicação
Local: Universidade Federal de Santa Maria -UFSM
Ano de conclusão: 1993
2. Pós- Graduação:
Mestrado em Educação
Local: Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
Data da conclusão: 1997
Título da Dissertação: “A Construção do Conhecimento Compartilhado na Atividade do Brincar de Crianças Surdas em Contexto de Pré-Escola”.
Doutorado em Educação
Local: Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
Conclusão prevista para fevereiro de 2002
Temática: “Alfabetismos sociais: na educação de surdos
3. Atividades Profissionais Atuais:
1- Professora de Surdos da Escola Frei Pacífico;
2- Professora da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, Educação de Jovens e Adultos Surdos ( CMET/SEJA);
3- Intérprete de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
4- Membro da Comissão de Educação da FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração do Surdo) – Escritório Regional do Rio Grande do Sul
5- Membro do Conselho Escolar do Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores – Paulo Freire
4. Produção Científica, Tecnológica e Artística/Cultural:
4.1 Produção Bibliográfica
4.1.1 Trabalhos completos em eventos
1. Giordani, Liliane. Alfabetismos sociais: um caminho na discussão da educação de surdos. In: Ensinar e Aprender: sujeitos, saberes, tempos e espaços, 2000, Rio de Janeiro. Anais do X Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, em cd-room.
4.1.2 Trabalhos resumidos em eventos
1. AMARAL, Sandra; GIORDANI, Liliane; LOPES, Maura. “Problemática da Questão Pedagógica com o surdo no município de Santa Maria”. 1ªfase IIª Jornada de Pesquisa da UFSM, 1992;
2.AMARAL, Sandra; GIORDANI, Liliane; LOPES, Maura. “Problemática da Questão Pedagógica com o surdo no município de Santa Maria”. 2ªfase IIIª Jornada de Pesquisa da UFSM, 1993.
3. GIORDANI, Liliane. “A Construção do Conhecimento Compartilhado na Atividade do Brincar de Crianças Surdas em Contexto de Pré-Escola”. I Congresso Ibero-Americano de Educação Bilingüe para Surdos. 1998 - Lisboa, Portugal
4.GIORDANI, Liliane. Alfabetismos sociais: um caminho na discussão da educação de surdos. In: Ensinar e Aprender: sujeitos, saberes, tempos e espaços, 2000, Rio de Janeiro. Anais do X Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, pág. 164
4.1.3 Artigos completos publicados em periódicos
1. GIORDANI, Liliane. O brincar de crianças surdas. Porto Alegre, Coletâneas do PPGEDU, Ano 1, n°2, 1995.
2. THOMA, Adriana; SILVA, Gilberto F. da; GIORDANI, Liliane; LOPES, Maura. Capoeira: jogo, luta ou dança - uma análise da capoeira em centros comunitários e academias de Porto Alegre. Porto Alegre, Coletâneas do PPGEDU, vol. 1, n°3, p.046-057, 1995.
4.2 Comunicações:
1. “Sala de Recursos Audiovisuais com Metodologia Verbotonal” - II° Seminário Brasileiro de Pesquisa em Educação Especial UERJ/UFSM/CEPUERJ 1991, Rio de Janeiro .
2. “Conscientizar a Comunidade sobre a Excepcionalidade - Um Alerta”. Iª Jornada de Extensão - Pró-Reitoria de Extensão UFSM ; 1992 Santa Maria;
3. “Problemática da Questão Pedagógica com o surdo no município de Santa Maria”. Curso: “Educação de Surdo numa perspectiva Sociolinguística e Psicopedagógica”; 1993 - Santa Maria.
4. “Alfabetização de Adultos – projeto NUPPES/SMED”. V Congresso Latino Americano de Educação Bilingüe para Surdos. 1999 – Porto Alegre.
5. “Educação de Jovens e Adultos” - Debates ao Entardecer. Faculdade de Educação/ Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 1999 – Porto Alegre
TEMÁTICA DE PESQUISA ATUAL:
Alfabetismos Sociais: um caminho na discussão da educação de surdos
Este trabalho se propõem analisar e discutir a proposta política pedagogica adotada no Serviço de Educação de Jovens e Adultos Surdos na Prefeitura de Porto Alegre, tendo como instrumento as produções do grupo, aqui entendido como Instituição, professor e alunos. Destaca-se a importância de um estudo desta natureza pois, este grupo constitui-se enquanto pioneiro na implemantação de um ensino de alfabeitzação para jovens e adultos surdos, numa perspectiva de um currículo em educação popular, considerando as especificidades da comunidade surda, na relação com seu tempo, sua história, língua e culturas.
O trabalho percorre os caminhos da discussão de um currículo voltado para o pensar da comunidade que atende, traçando algumas idéias de um espaço democrático, no sentido de trazer ao debate um currículo em Educação de Jovens e Adultos Surdos, que se proponha estar presente na história de um povo constituído em sua variedade de gênero, cor, credo e que tem sua língua – a Língua de Sinais – a possibilidade de redescobrir seu lugar na escola. Um redescobrir que vai no sentido da participação no debate junto a uma sociedade que ainda hoje não pensa a diferença.
Tomando o conceito de surdez enquanto construção social, e não como falta biológica, a proposta de realizar uma pesquisa relacionada aos Estudos Surdos está centrada no conceito de que o conhecimento e o pensamento humano são em si mesmos, basicamente culturais e de que suas propriedades distintivas provém do caráter da atividade social, da linguagem, do discurso e de outras formas culturais. Ao pensar em comunidade surda devemos ter a compreensão de diferença, contrária a idéia de generalização transmitida pela definição de surdos enquanto indivíduos com determinada perda auditiva, através de uma homegeinização e categorização, uma postura que demonstra as estratégias da ideologia dominante.
Ao levantar uma discussão sobre a educação de surdos deve-se assumir uma postura crítica acerca do significado histórico a atual da educação especial. Nesse sentido o fracasso da escola especial não pode ser o único argumento para a definição da escola inclusiva, demarcada pela política de integração. A Educação de Surdos deve buscar inserir-se nos movimentos sociais, nos espaços de discussão das políticas educacionais mais amplas, estabelecendo um distanciamento de uma Educação Especial que delibera a partir de paradigmas fundamentados em práticas excludentes e discriminatórias de uma educação que fala para os deficientes.
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